A vítima está pendida em um dos meus braços, com o peito ainda ofegante. Posso sentir o sopro de vida que lhe resta, e o prazer da morte me leva ao delírio, seu coração está fraco, quase parando.
É então que seu olhar encontra um foco nos meus e suplica. Suplica à morte. Esse olhar, me seduz. Num frenesi o aperto em meus braços que parecem miúdos, para sentir seu corpo flácido sob o meu cheio de sua vida, toco seus lábios com os meus e seu coração volta a pulsar iludido com a paixão e a sobrevida. Minha diversão. Deixo que retome a vida, a consciência e toque lentamente com seu braço indefeso a minha face gélida.
Sim estou apaixonada, por esse último suspiro.
Sem mais cerimônia cravo os dentes no antigo buraco, que ainda sangra, e lentamente absorvo o que lhe resta. Gota a gota, saboreio o último momento daquele ser. Agora seu coração não ameaça palpitar mais e sua face se mantêm num sono sereno. Sim agora sim sinto a satisfação que busco todas as noites. O louco desejo, talvez seja o mais são, a morte é um prazer imenso.
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