Com luzes pendentes
que balançam
vermelho, fosco e sem brilho
das cortinas
pendidas
uma luz pálida e nua
à noite
o delírio
é o pesadelo
o monstro
das portas pequenas
o que não se vê
não se quer ver
Libertinagem
o pecado mais santo,
querido pelo ouro
cada dia
o sol
vem mostrar
as marcas da vitória
nas putas adormecidas
como anjos
esbanjam suas graças
e docemente roncam
seus sonhos
papel rasgado
cadeira quebrada
num corredor
sem luz
roupas largadas
cortinas estendidas
rasgadas
o chão
carpete imundo
o banheiro
cantos pretos
baratas nos ralos
a musica
a bagunça
o grito
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