em ti me vejo
sem mim
fico entre o espaço
inapropiado, pequeno
para a existência de um ser
fugitivo, furtivo
de si, para si
tudo não basta
nada é só o começo
meu vazio começa dentro do teu
tua garganta grita, sem voz
a minha foge do próprio grito
Liberta-te
de ti
de tudo
do mundo
Dois fantasmas pairados
ante um espelho
[sem reflexo]
distantes,
sem notar a si.
resgata
resguarda
que eu já me perdi
meus dedos rachados,
as unhas encravadas;
esqueceram da habilidade
fogem do próprio abandono
da dor e fortuna
um ser sem ser.