Ela vem correndo pela floresta, os cabelos esvoaçando, todos querem tocá-la, as folhas se enroscam propositalmente e os pássaros cantam mais forte para lhe chamar atenção. Ela é a senhora das matas, a senhora da Lua, ela é caçadora, sedutora e encanta o Sol, que desce à Terra e pessoalmente vem cortejar a mulher dos sonhos, do Céu e da Terra. Ele é o caçador, forte, hábil como ninguém, cuja beleza brilha como sol, uma beleza hipnótica à todos os seres. Juntos O Sol e a Lua fertilizam as terras com seu amor, os animais cantam e dançam à sua chagada. O amor e a paixão deles é contagiante, é o formar do universo, juntos eles amam, se encantam e encantam.
Preste atenção meu caro, esse é um momento raro, é Beltane, quando Deus e Deusa se tornam um só.
Festejam e cantam os mais variados povos do hemisfério sul, suas ferras férteis, se abundando dos mais variados frutos e flores. Vamos todos celebrar a beleza da vida, é a fecundação da natureza! Todas as mágoas, já não importam mais, o fogo levará da vida tudo que há de ruim, e elevará aos céus suas melhores intenções, seus melhores momentos, que guardamos com amor. O vento levará até você o suspiro da paixão. A água virá alimentar sua alma de toda a graça sagrada. E a terra feliz, irá graciar-nos com todas as mais variadas cores, cores da saúde.
Cante e dance!
Flores e Frutos pra decorar e agradecer a vida.
o fogo para purificar e tonificar,
e o vinho para brindar!
Viva Bel! Viva Bel!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
noturna
Não quero me convencer dessa vez que sou alguém que não sou. Tampouco quero saber o que a psicologia acha disso, se meu subconsciente numa necessidade gritante de se sentir de determinada maneira agiu assim.
O que sinto é simples, curiosidade, quero ver o que irá acontecer até o fim, talvez esse seja o único sentimento realmente excitante. Em mim jaz o frio noturno, por entre as sombras fico a observar os passantes, alguns são extremamente irritantes, mas me divirto fazendo-os perder a razão. Absorvo cada momento de sua vida, absorvo sua paixão pelos outros. Até que a paixão cresce ao ponto de doer, e é esse o momento da retirada, volto à sombra observando a dor. Quão bela, já nem saberia explicar, é triste, mas fatal. Já sem vida largo o ser ali, estirado no chão úmido e frio.
As vezes confesso errar em tentar reanimar alguns corpos sem vida. Muitas vezes é em vão, volto à sombra, mais uma vez observo e escolho mais um passante. Até o fim dos dias, até o fim das vidas.
Meu corpo irá apodrecer solitário no solo seco e quente. Num horrivel dia de verão.
O que sinto é simples, curiosidade, quero ver o que irá acontecer até o fim, talvez esse seja o único sentimento realmente excitante. Em mim jaz o frio noturno, por entre as sombras fico a observar os passantes, alguns são extremamente irritantes, mas me divirto fazendo-os perder a razão. Absorvo cada momento de sua vida, absorvo sua paixão pelos outros. Até que a paixão cresce ao ponto de doer, e é esse o momento da retirada, volto à sombra observando a dor. Quão bela, já nem saberia explicar, é triste, mas fatal. Já sem vida largo o ser ali, estirado no chão úmido e frio.
As vezes confesso errar em tentar reanimar alguns corpos sem vida. Muitas vezes é em vão, volto à sombra, mais uma vez observo e escolho mais um passante. Até o fim dos dias, até o fim das vidas.
Meu corpo irá apodrecer solitário no solo seco e quente. Num horrivel dia de verão.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A morte está mais perto
tem mais gente morrendo do que você imagina
Esses dias resolvi reparar nas pessoas andando pela rua, em seus olhares e a maioria delas tem a mesma expressão, morta, parece que não têm alma, que esqueceram em algum lugar a vida e apertaram o botão do piloto automático. É triste.
É tanta gente sem vida. E elas só querem saber quando que vão ganhar, comprar, quando vão dormir, quando vão fazer sexo, quando vão comer. E vivem pensando no amanhã, no depois, aliás, não vivem. Talvez o problema seja comigo (muitas pessoas afirmam que sou doida) mas é, eu sou assim, gosto de observar. Será que ninguém mais pára pra ver o céu? Será que aquelas pessoas vão ser sempre assim? Será que sou eu a louca?
Pois bem prefiro ser louca e não quero encontrar a cura, que seria a morte.
Os olhares mais superficiais. As pessoas têm medo do meu olhar (ou quem quer que esteja a olhar), de retribuir um sorriso, de ser gentil e educado. Pedir desculpas então, é uma timidez tremenda!
Como perdem suas vidas também perdem seu amor, o respeito e valores.
é uma pena.
Esses dias resolvi reparar nas pessoas andando pela rua, em seus olhares e a maioria delas tem a mesma expressão, morta, parece que não têm alma, que esqueceram em algum lugar a vida e apertaram o botão do piloto automático. É triste.
É tanta gente sem vida. E elas só querem saber quando que vão ganhar, comprar, quando vão dormir, quando vão fazer sexo, quando vão comer. E vivem pensando no amanhã, no depois, aliás, não vivem. Talvez o problema seja comigo (muitas pessoas afirmam que sou doida) mas é, eu sou assim, gosto de observar. Será que ninguém mais pára pra ver o céu? Será que aquelas pessoas vão ser sempre assim? Será que sou eu a louca?
Pois bem prefiro ser louca e não quero encontrar a cura, que seria a morte.
Os olhares mais superficiais. As pessoas têm medo do meu olhar (ou quem quer que esteja a olhar), de retribuir um sorriso, de ser gentil e educado. Pedir desculpas então, é uma timidez tremenda!
Como perdem suas vidas também perdem seu amor, o respeito e valores.
é uma pena.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
o vento
A janela estava aberta o sol entrava e o calor inundava a sala, os móveis brilhantes à luz quente ganhavam um tom amarelado, mas nenhum vento vinha dela.
Era belo, mas sufocante de tão intenso o calor, o corpo amolecido padecia sob o chão quente e úmido do suor de suas costas nuas coladas na madeira clara. Seus olhos não saiam do teto, de vez em quando vagavam pela janela na esperança de um suspiro ou uma trégua.
Ali já não tinha mais nada a fazer, não havia mais ninguém, quando o vermelho encontra o úmido do suor e escorrega pelo chão lentamente que brilha no seu encontro com o sol. É o casamento perfeito.
Era belo, mas sufocante de tão intenso o calor, o corpo amolecido padecia sob o chão quente e úmido do suor de suas costas nuas coladas na madeira clara. Seus olhos não saiam do teto, de vez em quando vagavam pela janela na esperança de um suspiro ou uma trégua.
Ali já não tinha mais nada a fazer, não havia mais ninguém, quando o vermelho encontra o úmido do suor e escorrega pelo chão lentamente que brilha no seu encontro com o sol. É o casamento perfeito.
domingo, 12 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
agonia
o que dilacera
queima
a dor aguda
é lembrada a cada respiração
a cada som
e a cada piscar dos olhos
a não vontade...
inconsequênte
incoerente
e irresponsável
é o que eu seria
será?
será que faz tanta diferença o que sou por fora?
o que tanto implica?
além disso
tem outro
o silêncio mórbido que habita o ser
como marcha fúnebre
invade qualquer outro som
destruindo sua graça
e estilhçando a compaixão
são dois caminhos
que não se andam juntos...
queima
a dor aguda
é lembrada a cada respiração
a cada som
e a cada piscar dos olhos
a não vontade...
inconsequênte
incoerente
e irresponsável
é o que eu seria
será?
será que faz tanta diferença o que sou por fora?
o que tanto implica?
além disso
tem outro
o silêncio mórbido que habita o ser
como marcha fúnebre
invade qualquer outro som
destruindo sua graça
e estilhçando a compaixão
são dois caminhos
que não se andam juntos...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
hopeless
pra quê esperar o dia de amanhã?
ou lutar contra o fluxo
os músculos relaxam
é um vendaval
que embala e arranca tudo do lugar
que diferença faz? ir ou não?
Deixar-se levar ao fundo
da inexistência
do cansaço
e então não se discute mais
não se importa
não existe amanhã
ou lutar contra o fluxo
os músculos relaxam
é um vendaval
que embala e arranca tudo do lugar
que diferença faz? ir ou não?
Deixar-se levar ao fundo
da inexistência
do cansaço
e então não se discute mais
não se importa
não existe amanhã
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Parei e vi
que não tinha reparado como algum sorriso podia ser tão simples e um olhar tão curioso, tão interessado. Me acostumei a ver pessoas com cara de zumbi, mas talvez seja só preconceito, e por dentro daquele mármore que as pessoas criam, existam coisas incríveis, universos infundáveis. Mas ainda acredito nos zumbis por causa das pessoas com olhares rasos demais, superficiais demais, vidas intocáveis e só.
E também tem o olhar curioso aquele que tem um brilho. Da onde vem esse brilho? e essa beleza? Ele sempre esteve lá, eu que não reparei.
E também tem o olhar curioso aquele que tem um brilho. Da onde vem esse brilho? e essa beleza? Ele sempre esteve lá, eu que não reparei.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Chuva
ela vem tímida
sapateando desajeitada
como criança
nas primeiras sapatilhas
brincando com sons
nos meus ouvidos
suavemente
descansa
ao meu lado
mas brinca
com a ponta dos pés.
no chão
de madeira.
com o sapato
metálico.
e sapateia
hora como marcha
e cansa, escorrega,
levanta dança
brinca canta
ba lan ça
sapateando desajeitada
como criança
nas primeiras sapatilhas
brincando com sons
nos meus ouvidos
suavemente
descansa
ao meu lado
mas brinca
com a ponta dos pés.
no chão
de madeira.
com o sapato
metálico.
e sapateia
hora como marcha
e cansa, escorrega,
levanta dança
brinca canta
ba lan ça
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Situação de uma revolta que não passa
-Alô? Paulina? Alô? tá me ouvindo?
-Alô! Alô! quem é?
-É a Fátima! Você votou em quem?
-Na baratinha martinha
-Que número que é?
-xx porquê? o que você tá fazendo?
-tô votando.
A questão não é o porquê, e nem o quem são os míseros candidatos, é só um número pra acabar logo. E então como sempre se faz, tapar o sol com a peneira é sempre mais fácil, (felizmente) proibiram o uso de aparelhos eletrônicos, celulares, máquinas fotográficas e rádios na cabine de votação. Admito que é ótimo isso. Mas é resolver um problema imediato. Voto obrigatório NÃO DÁ. Muitas pessoas não sabem por que estão votando no maldito, no filho da mãe do candidato, mas vota porque tem a obrigação de votar. E o que agente faz? porra nenhuma. Sei que tem gente que pensa como eu, mas onde eles estão? façamos nossa parte e votemos nulo, mas será que isso adianta? se todos nos juntássemos, tenho certeza que daria mais certo. Não é fazer passeatinha que vai resolver alguma coisa, ninguém liga para passeatas. A polícia civil entra em greve. A que ponto chegamos? E ficamos parados sem fazer absolutamente nada. Eu fico parada escrevendo no meu blog achando que isso pode incentivar alguém. Porque resolver eu sei que não vai. Só resolve se fizermos direito. E uma revolta é do que precisamos.
Crise econômica. Maravilha é com enorme prazer que vejo tudo. O país tem 700 bilhões de dólares (que não vai ajudar em nada) pra ajudar seus "parceiros" gringos.
Não dá. Cadê as rédeas dessa situação? Porque essa piada já ficou de muito mal gosto.
-Alô! Alô! quem é?
-É a Fátima! Você votou em quem?
-Na baratinha martinha
-Que número que é?
-xx porquê? o que você tá fazendo?
-tô votando.
A questão não é o porquê, e nem o quem são os míseros candidatos, é só um número pra acabar logo. E então como sempre se faz, tapar o sol com a peneira é sempre mais fácil, (felizmente) proibiram o uso de aparelhos eletrônicos, celulares, máquinas fotográficas e rádios na cabine de votação. Admito que é ótimo isso. Mas é resolver um problema imediato. Voto obrigatório NÃO DÁ. Muitas pessoas não sabem por que estão votando no maldito, no filho da mãe do candidato, mas vota porque tem a obrigação de votar. E o que agente faz? porra nenhuma. Sei que tem gente que pensa como eu, mas onde eles estão? façamos nossa parte e votemos nulo, mas será que isso adianta? se todos nos juntássemos, tenho certeza que daria mais certo. Não é fazer passeatinha que vai resolver alguma coisa, ninguém liga para passeatas. A polícia civil entra em greve. A que ponto chegamos? E ficamos parados sem fazer absolutamente nada. Eu fico parada escrevendo no meu blog achando que isso pode incentivar alguém. Porque resolver eu sei que não vai. Só resolve se fizermos direito. E uma revolta é do que precisamos.
Crise econômica. Maravilha é com enorme prazer que vejo tudo. O país tem 700 bilhões de dólares (que não vai ajudar em nada) pra ajudar seus "parceiros" gringos.
Não dá. Cadê as rédeas dessa situação? Porque essa piada já ficou de muito mal gosto.
Assinar:
Postagens (Atom)