quinta-feira, 19 de junho de 2008
Contos de fada
São só contos de coisas banais, mas que com as palavras certas se elevam ao nível das fadas.
números
ela se descontrola, aos berros e prantos diz:
- Não estou aqui para julgar! O que é meu ninguém, mas ninguém tira, entendeu? Isso daqui não é questão de vida ou morte. Quem, mas QUEM você pensa que é? Só me reponde isso, que poder e dinheiro não é nada. Eu sinto é muita pena de você. A vida não é só isso não! Vai passar pela vida sem dela aproveitar um suspiro do ar. Chega. Vá você com a sua pré-potência pros cantos dos infernos! Eu não preciso estar aqui, eu não preciso daqui. E sinceramente, nem quero. Adeus.
E foi assim que ela jogou tudo pro ar e esqueceu das obrigações, mas ela não precisava estar lá. Ela é inteligênte e pega as coisas no ar. Sua força e coragem foi sua ignorância e ao mesmo tempo sua honra.
Quanto vale sua honra? Quanto vale sua honestidade? Quanto... quanto...
nem tudo na vida é questão de números.
- Não estou aqui para julgar! O que é meu ninguém, mas ninguém tira, entendeu? Isso daqui não é questão de vida ou morte. Quem, mas QUEM você pensa que é? Só me reponde isso, que poder e dinheiro não é nada. Eu sinto é muita pena de você. A vida não é só isso não! Vai passar pela vida sem dela aproveitar um suspiro do ar. Chega. Vá você com a sua pré-potência pros cantos dos infernos! Eu não preciso estar aqui, eu não preciso daqui. E sinceramente, nem quero. Adeus.
E foi assim que ela jogou tudo pro ar e esqueceu das obrigações, mas ela não precisava estar lá. Ela é inteligênte e pega as coisas no ar. Sua força e coragem foi sua ignorância e ao mesmo tempo sua honra.
Quanto vale sua honra? Quanto vale sua honestidade? Quanto... quanto...
nem tudo na vida é questão de números.
sábado, 14 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Mais uma vez
aquele sentimento ruim
corrói, destrói
um sonho,
nunca sonhado
no sono não se descansou
mas nos olhos
a fúria
a i l u s ã o
jogo sem sentido
de palavras malditas
escarradas
do gozo errante da rua
arranha o semblante belo
e a confusão
da triste e mísera
ilusão
o orgulho
é a única coisa que resta
e do gesto singelo
se faz o golpe fatal.
não, hoje não.
corrói, destrói
um sonho,
nunca sonhado
no sono não se descansou
mas nos olhos
a fúria
a i l u s ã o
jogo sem sentido
de palavras malditas
escarradas
do gozo errante da rua
arranha o semblante belo
e a confusão
da triste e mísera
ilusão
o orgulho
é a única coisa que resta
e do gesto singelo
se faz o golpe fatal.
não, hoje não.
domingo, 8 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
o orvalho é a lágrima mais doída do céu
que vê tudo a noite toda com a pureza de um céu estrelado
que vê o chão
s u j o d e s a n g u e
Se chuva fosse, limparia tudo e espantaria alguns males.
Mas não,
é orvalho cristalino.
que vê o chão
s u j o d e s a n g u e
Se chuva fosse, limparia tudo e espantaria alguns males.
Mas não,
é orvalho cristalino.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
inocência
p a l a v r a s
r
e
l
e
m
b
r a das
no olhar
i
n o cente
da
p r
o s t i
t u t a
inocência
nocência
ocência
cência
ência
ncia
cia
ia
ser inocente a jovem donzela do campo
somos medievais.
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m
b
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no olhar
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n o cente
da
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t u t a
inocência
nocência
ocência
cência
ência
ncia
cia
ia
ser inocente a jovem donzela do campo
somos medievais.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Fim de conversa
O moço dá um tapa na cara do menino e diz - Acorda Moleque - o menino atônito fica sem reação, mas muito surpreso e o moço continuia - Vai trabalhar, que olhar o céu não leva a lugar nenhum!
Ainda na súbita mistura da não ação com a fúria o menino olha mais uma vez para o céu e o moço diz ainda enfurecido- você não vive de ar e não come nuven! - dá-lhe mais um tapa na cara, ele parecia mais um joão bobo que uma pessoa normal - Pára - diz o moleque - tá na hora de sair dessa utopia! - as palavras frias do moço entraram na cabeça do menino lhe cortando mais que a dor ardente de um tapa.
E o menino um dia será um homem-moço que não olha para o céu.
Ainda na súbita mistura da não ação com a fúria o menino olha mais uma vez para o céu e o moço diz ainda enfurecido- você não vive de ar e não come nuven! - dá-lhe mais um tapa na cara, ele parecia mais um joão bobo que uma pessoa normal - Pára - diz o moleque - tá na hora de sair dessa utopia! - as palavras frias do moço entraram na cabeça do menino lhe cortando mais que a dor ardente de um tapa.
E o menino um dia será um homem-moço que não olha para o céu.
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