segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Esperanças Inexistentes*

18/06/04 (editado)

Vejo e revejo a caixinha de correio
vejo e revejo minhas coisas
Espero ao lado do telefone
Espero a campainha tocar

Espero alguem,
Ninguém...
Espero uma atitude,
Nenhuma

Espero alguem surgir
De dentro de meus sonhos
obscuros agora,
Espero um olhar inexistente

Gosto de ser quem sou,
Aprendi a lidar com a solidão
Todos estão sozinhos neste mundo
E ao mesmo tempo não estão
Complexa questão...

O que espero?
O que quero?
Já nem sei mais..
Já não consigo escutar a voz de meu coração frio.

Talvez bizarro
Tenho esperença no vácuo
um laço amarro,
com a ausência do ser

Incompentente,
É o que sou, nada faço!
Nada cumpro!
Asco de atitude!

Vou me embora
com uma imesa gratidão
volto para cova verminosa
De onde os vermes apossaram do meu corpo.
Com grande exaltidão!

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