Era um homem, também do outro lado tinha uma mulher, no pulso, os dois, um símbolo, umas letras, estranhas, era outra língua, tenho certeza. O cigarro anuncia algo, os olhos arroxeados, provavelmente a magia negra escureceu sua aura. Não sei o que é aquele símbolo, mas é provável que seja um rito ou um grupo de magos antigos nos tempos modernos, que se juntam às sextas-feiras, bebem vinho e conjuram palavras estranhas.
Todo o dia o símbolo, as letras, o cigarro e o roxo. Posso ver a capa que lhe cobre as costas, e oculta o queixo, sob a luz do fogo, o caldeirão aquece a moça do outro lado, bela, púrpura, à conjurar também, de braços abertos. A roupa é preta.
Que símbolo, aquele símbolo, aquelas letras.
– Me desculpa a pergunta indiscreta e curiosa, mas o que significa esse símbolo tatuado em seu pulso?
– Está vendo aqui, isso é uma estrela de David com ornamentos, você reparou que minha mulher tem uma também? Somos judeus, e em baixo da minha tem o nome dela em hebraico e nela o meu nome.
–... que bonito.
Um comentário:
A moça que pergunta nem sempre tem uma resposta à altura de sua imaginação. Mas ganhou uma paçoca.
beijos gabi e
feliz natal
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