segunda-feira, 29 de setembro de 2008

lutando pra viver na realidade
e não sonhar

sábado, 27 de setembro de 2008

A realidade é uma decepção...
Pobre Cyrano!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

eu deixei pra trás um brilho de um olhar verdadeiro porque me ludibriei com a ilusão

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Arlequina

ninguém quer viver de realidade
e eu sou viciada por sonhos e ilusões
quero fazer todas as loucuras uma única verdade
uma relidade
e disso faço minha felicidade

detalhes, pequenos detalhes
que tenho certeza que ninguém notou

e minha loucura
será boa ou ruim?
mistérios e mistérios encondem-se atrás
porque só assim se pode imaginar
muito mais fácil de se apaixonar
por um sonho que por uma realidade

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

pensamento matutino

é muito mais fácil se lamentar pelos erros do passado.
mas e quando você se dá conta que errou demais da conta?
que perdeu demais que viveu de menos
que se deixou viver de menos...

de que adianta agora? agora? justamente agora?
nada, absolutamente nada, enquanto tudo não mudar
mas foi tempo demais... não sei se consigo mudar
sempre falei de mudanças mas essa eu nunca cumpri

sinceramente, não estou gostando do rumo que as coisas estão levando
e uma raiva se apossa de mim com amargura
e uma certa decepção

terça-feira, 23 de setembro de 2008

timidez

Parece que rasga a pele
os músculos rígidos dançam a melodia da ira e da aflição
a coluna se curva e a cabeça cai no colo
rígido, sólido, é um grito silencioso
que dilacera
víscera por víscera
e as palavras que saem não tem sentido
aliás têm, mas o sentido oposto do pretendido
não é maldade, não é mal-jeito
é intrínseco dentro de mim
como quando o pintinho cresce e quebra a casca do seu ovo
é o cordão umbilical que se emaranha
prende, amarra, sufoca
até que então não se respira mais
não age e foge de tudo o que convém

foge...

só assim, só assim, posso respirar de novo
ver a luz pela lasca da casca do ovo
ela arde, mas conforta.
agora pára, os músculos ainda doem
mas ao menos passou.

domingo, 7 de setembro de 2008

Ipê Amarelo

Acreditava ser presente para mim,
Todas aquelas lindas flores no meu aniversário
Quanto egoismo ter exclusividade à tamanha beleza!
Triste foi ver ela morrer...

e nem flor,
ou folha.
Nada

sábado, 30 de agosto de 2008

momento de luz

e desesperada ali, ela pega a faca
crava
no meio do peito
o vermelho está em toda a parte agora
nos olhos as águas que se fundem
caindo
ela vê a luz
da geladeira que ficou aberta

[...]
mas agora está tudo bem,
alguém fechou a porta.

domingo, 24 de agosto de 2008

o mais incrível da vida é ver que os limites que colocamos não existem
Eu só espero o carnaval voltar
Eu acho que é velhice precoce, mas não suporto mais as pessoas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A impetuosa

pôs-se de pé, diante do sol
a cabeça erguida e os pés descalços
eis aqui posta ao sol esperando a tempestade
que

c a i

flui
com gotas de sangue
amargo
do seu coração fechado,
imita a luz do sol
mas sol jamais será!
enquanto perdurar essa paixão
chamada ódio.

e eu me ponho ante a chuva,
Dos cabelos escorrem as larvas,
de meu corpo limpa o sangue,
não faz parte de mim
não é a mim
meu sangue não cai
o que vês é o pus das feridas

As nuvens ocultam o sol
o frio e o vento
varrem brutalmente todas as memórias
todas as histórias

cadê as verdades?
cadê você? e eu?
seu desejo é sua maldição
coberto de sombra e dor
teus olhos escuros e vermelhos
criam versos bagunçados
esquecidos
perdidos

são palavras

s o l t a s
em vão
tudo fôra.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

a procura

e o pássaro procura desesperadamente pelo galhinho certo que vai preencher o buraco que ficou no seu ninho, depois da tempestade está limpo, mas falta um pedaço.

Passagem

Ali, aquele rosto conhecido, mas de onde? por quê? Há anos ela não via aquela pessoa, ao menos parecia, e por uma distância curiosa de meio metro estavam lá, na porta do metro, entre troca de olhares e passos parecidos. Foram 5 segundos mudos.

sábado, 9 de agosto de 2008

observação

As pessoas têm os sonhos nas mãos e a realidade nos pés, mas ainda assim teimam em trocar e colocar os sonhos nos pés e a realidade nas mão. Cada passo é uma ilusão. Eu poderia mostrar o céu, poderia voar e contar sobre cada estrela. Mas não tenho vontade de pegar na mão de qualquer pessoa, ou de mostrar as estrelas pra quem só vê o chão e não entende os céus. Meu vazio é meu amor. Eu amo como nunca amei, meu coração inquieto sabe que o amor deve ser grandioso, acima de tudo, é um sentimento que qualquer pessoa não compreende. Quero eu falar desse amor divino, mas é em vão. Quem vai me ouvir? Não posso mentir, não posso dizer aquilo que não acredito para agradar.
Nesse mundo, só resta acreditar no amor sublime, meus irmãos estão em todos os lugares. Ah! De pensar assim me extasio, quanto amor. É muito egoísmo eu querer focar em um único ponto se tão grande meu coração, pode amar a todos e ver a igualdade em todos os seres.
Quero eu falar e voar, mas o momento é do silêncio, que minha incompreensão é minha indecisão. Mas meu coração acredita e sabe o que quer, mas ainda não é hora dele se realizar. Eu sinto a paz. Mas agora é a ansiedade que o perturba, a ansiedade da cidade, das diferenças, da poluição.
Talvez seja o sândalo que purifica minha alma. A garoa e o frio me parecem mais encantadores que nunca, e no olhar dos meus irmão eu quero ver o sorriso mais sincero e o abraço mais compassível.