As pessoas têm os sonhos nas mãos e a realidade nos pés, mas ainda assim teimam em trocar e colocar os sonhos nos pés e a realidade nas mão. Cada passo é uma ilusão. Eu poderia mostrar o céu, poderia voar e contar sobre cada estrela. Mas não tenho vontade de pegar na mão de qualquer pessoa, ou de mostrar as estrelas pra quem só vê o chão e não entende os céus. Meu vazio é meu amor. Eu amo como nunca amei, meu coração inquieto sabe que o amor deve ser grandioso, acima de tudo, é um sentimento que qualquer pessoa não compreende. Quero eu falar desse amor divino, mas é em vão. Quem vai me ouvir? Não posso mentir, não posso dizer aquilo que não acredito para agradar.
Nesse mundo, só resta acreditar no amor sublime, meus irmãos estão em todos os lugares. Ah! De pensar assim me extasio, quanto amor. É muito egoísmo eu querer focar em um único ponto se tão grande meu coração, pode amar a todos e ver a igualdade em todos os seres.
Quero eu falar e voar, mas o momento é do silêncio, que minha incompreensão é minha indecisão. Mas meu coração acredita e sabe o que quer, mas ainda não é hora dele se realizar. Eu sinto a paz. Mas agora é a ansiedade que o perturba, a ansiedade da cidade, das diferenças, da poluição.
Talvez seja o sândalo que purifica minha alma. A garoa e o frio me parecem mais encantadores que nunca, e no olhar dos meus irmão eu quero ver o sorriso mais sincero e o abraço mais compassível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário