sexta-feira, 29 de junho de 2007

Um gole ruim

Ansiedade com uma colher preocupação
Ótimo para início de gastrites
sentimentos depressivos
e tendências pessimistas

um gole de esperança
que aliviará a acidez

Um copo de confiança
fará com que você não perca os sentidos

Uma xícara de calma e paciência
Cuidará do tempo na hora certa

um simples gole ruim
pode engasgar
envenenar
Mas nada que um bom chá não cure


~~

mais um que escrevi por escrever

quarta-feira, 27 de junho de 2007

O treino do dia

Minha comida requentada
com gosto de geladeira
me fortalece
meu suco concentrado
cheio de conservantes
mata a minha sede

Tudo o que não fiz
E não vou fazer
É tudo aquilo que perdi

E o dia continua
As flores ainda tímidas
Esperam seu amor aflorar na primavera
o sol aquece o chão outrora frio

E de pensar nessa melodia
me sinto abençoada
por essa refeição
E assim, mudo os gostos e as visões

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O dia

Com o sol que nasce,
as nuvens brincam na sua luz
e as folhas dançam à melodia matinal
Dos pássaros fazem sua percussão
E as pétalas gentilmente perfumam o ar

A tarde chega e as cores mudam
o dia inteiro se prepara para a chegada da noite
que vem,
E sua escuridão seria densa se não houvesse a lua
que de lá do seu lugar ora por todos
e as estrelas sorriem com a graça dos anjos,

Ah! Que bênção é viver.

sábado, 23 de junho de 2007

Conclusão

E no final as pessoas são todas iguais.
Então, por que insistimos tanto em nos preocupar com tanta besteira de diferença?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

pensamento

hoje, amanhã e ontem, tudo muda. Ao tempo em que algumas parecem que não. Mas é assim. Viver assim ou não?. Queria falar mais hoje, porque o silêncio é grande e a dúvida não acaba. Esperar e esperar. Não vou admitir e nem aceitar algumas coisas em mim. Espero o dia valer a pena. Ou fazê-lo valer. Mas a hora é ver o dia terminar e as cores do outono e inverno contornarem o céu, azul "azulzinho".

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Citação: Dalai Lama


Perguntaram ao Dalai Lama...

"O que mais te surpreende na Humanidade?"

E ele respondeu:

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Monólogo

Se eu pudesse ir para a Terra do nunca será que eu iria?
Largar a vida com sentimentos, crescer e tudo o mais, será que eu iria?
E se essa é uma dúvida plausível?
Viver de sonhos ou sonhar vivendo?
Por que não tornar da vida um belo e lindo sonho?
O que faz o sonho acontecer ou não são só as palavras usadas para contar a bela história e a respectiva trilha sonora.
Sonho sonho sonho, chega dessa palavra; porque hoje eu tive um pesadelo!
O que eu quero para a vida? Sinceramente? Eu gostaria de salvar o mundo.
Esse talvez seja o meu maior sonho. Mas o mundo é muito grande e o que posso salvar são apenas alguns formigueiros, ou não, ou talvez a questão seja acreditar.
Ah tá na proxima vez que eu vier aqui você vai continuar me receitando os mesmos remédios, as mesmas atividades, mas ué é minha vontade.
Não acredito que seja um complexo de antenção, e não não acho que isso nao é complexo de negação do complexo de atenção. UÉ eu não posso querer ajudar sem querer nada em troca? será que isso é tão não-lógico?
Mas eu me irrito as vezes, é você está certo, talvez eu devesse parar de me preocupar tanto com as coisas e simplesmente viver... Mas o que é viver?
Sim sim eu tô bem... não não tenho pensamentos negativos, são só confusos...
Quanto tempo ainda temos? é eu sei que não deveria me preocupar com isso, mas bateu a curiosidade.
é, simplesmente viver
viver simplesmente

vida simples
simples vida

E das loucuras dos pensamentos surge em mim um matinho.
Agora acabou.
Ou talvez seja só o começo dos piores problemas.

sábado, 16 de junho de 2007

No hospital

O cheiro de remedio pentra o ambiente e pelas entranhas jorram as palavras da náusea e do cansaço. A fome que abate o corpo é leve e ele continua resistente. A cama suja de sangue o escarro no chão. O vômito no balde. O médico entra, abre a janela, o vento bate e abate, abre a boca, vai falar algo, desiste, escreve um novo remédio a ser tomado na ficha, chama um enfermeiro. Hora do banho. O corpo machucado e frágil é banhado com um sabão seboso, a água um pouco fria e a toalha um pouco áspera. A cama, a fatalidade. O enfermeiro abandona o quarto. O amigo ao lado espirra, um tosse e outro delira.
O sangue, a catinga, o cheiro. Cada um, uma história. Mas o mesmo fim.
O enfermeiro traz os remédios e um copo imundo com água. O zumbido das moscas perto da janela. Os remédios são tomados. O que delirava parte, já não pode mais ficar ali. A tuberculose está atacando a todos. A leptospirose. A guerra. A
síndrome de imunodeficiência adquirida. A pneumonia. E assim é o remédio do mundo.
Qual o seu último desejo? Quero ver meus filhos, quero ver minha mãe, quero casar, quero um prato de arroz e feijão, quero ver meu pai, meus avós, nenhum.
O descaso? Ou a ocasião? O que incomoda mais?
Quero um cobertor. Meu soro acabou. Alguém pode fechar a janela? Qual o horário do lanche? Quero água. Quero fumar. Quero um café.
Dois enfermeiros distribuem as bandejas com a comida, s água e o suco.
Ele está Engasgado!
Os enfermeiros correm.
Não há mais tempo.
Ele não resistiu.

Cansaço

As vezes, agente cansa do pó de giz sobre a mesa. Do pano imundo que tenta limpá-lo. Molhar o pincel na mesma tinta. E reclamar da mesma gota desperdiçada. E bater a porta de tanto desagrado.

O mesmo choro da criança que não cresceu. O andar das pessoas nas ruas. E o que será que realmente vale a pena? Será que spu tão irritante assim?

O poeta que não sabe o que é poesia e não sabe o poder das palavras. O poeta que fala mais do que escreve. O poeta que não escreve mas se sente poeta. Que tenho eu a ver com a vida do cidadão? Nada, absolutamente nada, mas essa forma de existência me cansou.

Chorar pelo doce perdido. Doce é só doce, um dia ia acabar de qualquer jeito. Da namorada que não existe. Do sexo que não fez. Dos sentimentos materiais entende e se diz compreender a complexidade do amor. Amor, o amor quase não existe mais. E amor, não chega nem perto do que pensam que é amor, porque amor não é. E não vou explicar, já me cansei.

Cansei de pensar em escrever cosias felizes que as pessoas se sintam abençoadas, e nunca escrever, faço com que elas se sintam confortadas por ter compartilhado um sentimento humano. Ou se sintam bem pela quantidade de coisas confusas e ruins, ou se sintam mal e profundamente ofendidas. Qual será a minha intenção? Será isso tudo uma verdade? Porque não falar da verdade?

Melhor nem falar mais, cansei, cansei das suas reclamações e das minhas palavras em vão. É eu deveria ser mais tolerante, mas hoje, eu cansei, de tudo.
Melhor dormir.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

E se...?

E se o kiwi for com abacaxi?

domingo, 10 de junho de 2007

Caqui com Kiwi

Pegue sua faca
Vamos descascar nossos caquis e nossos kiwis
Sem pressa, sem demora
só agora
rimando assim bem bonitinho
ganhando uma estrelinha e um bolinho
chocolate e kiwi
chocolate e caqui
aqui.


O som é similar ao de se cortar uma carne, carnudo, ecoando pela sala vazia iluminada à luz de uma vela Verde na mesa. O corte foi preciso e a carcaça está no lixo.

É uma sala de jantar, as nuances da luz destacam o papel velho e descolado da parede, bem como manchas por todas as partes.

Inigualável o sabor, as vezes amargo as vezes doce.

As janelas enferrujadas estão fechadas e a cortina já gasta e rasgada pendurada.

Desejo saciado e o coração aliviado.

Mais uma rima.
É o começo

das não-rimas.