sábado, 16 de junho de 2007

Cansaço

As vezes, agente cansa do pó de giz sobre a mesa. Do pano imundo que tenta limpá-lo. Molhar o pincel na mesma tinta. E reclamar da mesma gota desperdiçada. E bater a porta de tanto desagrado.

O mesmo choro da criança que não cresceu. O andar das pessoas nas ruas. E o que será que realmente vale a pena? Será que spu tão irritante assim?

O poeta que não sabe o que é poesia e não sabe o poder das palavras. O poeta que fala mais do que escreve. O poeta que não escreve mas se sente poeta. Que tenho eu a ver com a vida do cidadão? Nada, absolutamente nada, mas essa forma de existência me cansou.

Chorar pelo doce perdido. Doce é só doce, um dia ia acabar de qualquer jeito. Da namorada que não existe. Do sexo que não fez. Dos sentimentos materiais entende e se diz compreender a complexidade do amor. Amor, o amor quase não existe mais. E amor, não chega nem perto do que pensam que é amor, porque amor não é. E não vou explicar, já me cansei.

Cansei de pensar em escrever cosias felizes que as pessoas se sintam abençoadas, e nunca escrever, faço com que elas se sintam confortadas por ter compartilhado um sentimento humano. Ou se sintam bem pela quantidade de coisas confusas e ruins, ou se sintam mal e profundamente ofendidas. Qual será a minha intenção? Será isso tudo uma verdade? Porque não falar da verdade?

Melhor nem falar mais, cansei, cansei das suas reclamações e das minhas palavras em vão. É eu deveria ser mais tolerante, mas hoje, eu cansei, de tudo.
Melhor dormir.

Um comentário:

Kadooom disse...

Caramba... vc é boa nisso hein... uma vez eu me disseram uma coisa q eu nunca esqueci (apesar de ter tentado), e eu acho q complementa um pouco (pelo menos ao meu ver), mesmo q bem superficialmente um dos trechos do seu texto... olha ai e vê o q vc acha: "Fazemos sacrifícios.. E mtas vezes passamos por cima de várias coisas em nome do amor.
Mas no fim nada vale a pena... e nada é como queríamos que fosse."
Simples e direto né?

Bj