quinta-feira, 15 de maio de 2008

O trapo

Está lá jogado, ao léu, às traças. No chão, relembra os dias que era tecido nobre.
Mas agora sujo, encurralado num canto, sem ação, sem poder fazer absolutamente nada, ele não presta, talvez alguém até o queira, mas logo vai descartá-lo.
O trapo não pôde fazer nada, e a madama com dó resolveu lavá-lo, acrescentou umas costuras, virou um retalho, ou seus retalhos eram tantos que já não se podia resolver, virou parte de um lindo retalho, e uma colcha belíssima se fez.
Agora o retalho-trapo poderia aquecer alguém, ou enfeitar. Mas era tão feio, que foi trocado. Virou um trapo retalhado, sem forças para nada, permaneceu imune até virar um bom tecido para alguém limpar pincel entre outras coisas, o trapo retalhado teve esperanças novamente, permaneceu assim por um tempo, mas logo ficou tão imundo que já não se limpava mais, um cachorro o pegou e o trapo retalhado viu seu fim, ali no chão aos pedaços.
O trapo foi humilhado, retalhado, esquecido, sujado, e perdeu sua honra a um cachorro vira-lata.

sábado, 22 de março de 2008

A arte e a fúria

A fúria em forma de arte veio até mim e agora pra ficar!
Chega de palavras esquecidas! Promessas não cumpridas.
O momento é agir.
A arte em forma de fúria.

Até mais.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O pássaro

O que o pássaro quer?

Voar.

Porque não voa?

Ele não sabe ainda.

[...]

Corre, corre, corre, cooooorrre, coooorrrrreeeee, pula...
dor, dor, dor
nao desistir!
corre, corre, corre, cooooooooorrrreeee, pula, não, sem impulso
corre, coorre , cooorrrreeeeeeeee, pulaaaaa...
ahhh siim agora... ah!... não...
dor, dor, dor...
Não desistir!
Mas por hoje chega, ai!

[...]
-E se suas asas quebrarem?
-Ué aí eu não vou voar...
-Mas você está se arriscando demais você pode se quebrar
-Quero ter a sensação do vôo por alguns segundos ao menos, mesmo que me quebre, saberei que pude voar, e continuei tentando.

terça-feira, 18 de março de 2008

Muita coisa e pouca palavra

Não existe a verdade!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Prisão

como falar naquilo que não se deve ser falado?
E em um dia tudo poderia desabar porque nada faz sentido.
Será que é isso o que você quer?
Seus sonhos? são ilusões.
As esperanças sempre vão existir.
Mas o que será que realmente vale a pena?
Cadê o colorido dos dias de verão?
E as rimas nas poesias?
Cadê a arte?
Muitas perguntas, muitos pensamentos
pouca vida.
Assim se vive acorrentado a medos
acorrentado a sonhos que nunca acontecerão
A verdade é nada.
Estamos todos aqui para viver
E porque não se vive?
Mas vivemos a cada respiração
E morremos também
tudo é nada
O que vale a pena?
Pra que tanto suor?
Pra que tantos sonhos?

Nada...

Simplesmente nada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Urubus

è nesta terça feira que noto a foto de fidel e suas várias noticias sobre a sua renuncia, e com um desprazer enorme, no site da uol - últimas notícia, li o seguinte trecho:

"O presidente norte-americano, George W. Bush, disse que "esse deve ser o começo de uma transição democrática para o povo de Cuba", durante entrevista coletiva na capital de Ruanda, Kigali. Bush também disse esperar que o país possa em breve ter "eleições livres e justas, não o tipo de eleição organizada pelos irmãos Castro", além de pedir a libertação dos presos políticos mantidos pelo regime cubano. "São pessoas que foram colocadas na prisão porque ousaram falar o que pensam." Ele afirmou ainda que "os Estados Unidos vão ajudar o povo de Cuba a conseguir sua liberdade". " (http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/02/19/ult23u1198.jhtm)

Liberdade, é ironico demais ler algo desse tipo. Simplesmente patético.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Noite

O som de alguns carros, poucas pessoas a passear, de repente um cheiro de flor, é uma dama-da-noite; Mas que cheiro bom!
Os postes solitários e suas sombras amigas a iluminar e os fios, que emaranhado numa sombra, imita uma teia desenha no chão amarelado pela luz, sua mais vil e mais formosa face. As nuvens dão lugar às estrelas tímidas, ao luar e à poluição.
As flores e seus segredos, a noite são todos desvendados.
A lua mística, escondida, mas clara e de presença forte no céu.
A rua com toda a sua graça e seu show de luzes que de dia era o seu vai-e-vem de gente, cigarro, escapamento, fumaça e fumaça. A noite a fumaça está mais lá em cima, o horário pede calma, as pessoas se recolhem em suas casinhas, ligam suas televisões e assim descansam, deixando a rua para o sonhador e os não sonhadores. E assim a noite se cala e veste seu luto.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A conversa silenciosa

Ela está lá, na hora certa, olha para um lado, olha para o outro e nada. De repente ele aparece e ficam a se olhar por horas. Ninguém diz nem meia palavra. Os pensamentos são muitos e nenhum. É tudo estranho e não tem que fazer sentido algum. Mas o que será que está para acontecer? Talvez não devesse acontecer nada. E a verdade, inteira, está sempre aqui e ali. E nada é a melhor resposta. Ela gosta de pensar, de bolar estratagemas e imaginar coisas nunca imaginadas. Ela fica tentando imaginar os outros, mas os outros sempre lhe parecem triviais. E quando lhe parece trivial ela dá as costas e sai andando. Foi o que aconteceu, ela deu as costas e foi andando. Não trocaram uma palavra exceto olhares e aos milhares, uma conversa entre a alma.
"Alma, huh, todos sempre esquecem dela, que é o mais importante" seu único pensamento formado com palavras.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Como vender sua alma três vezes

Presta atenção, é bem simples e rápido. Primeiro, procure um emprego no qual a empresa e sua filosofia se igualam a inimigos, e você despreza esse meio, mas o mais importante é que o jeito de arruma-lo não deve ser justo, que isso fique bem claro, é um passo muito importante. Pronto, com o emprego em mãos e tendo arrumado de um jeito injusto agora é bem simples elogie todos aquele que você dizia que detestava. De preferência com elogios descarados mas que pareçam sinceros.
Viu? Eu não disse, mais fácil que fazer um bolo!
Uma alma vendida 3 vezes.
Por um preço muito barato.
muito mais do que você imaginava!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

e o show deve continuar!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

em uma hora o tempo parou

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pinóquios

De todos os rumores
de todas as tempestades
um sonho
seu sonho,
e tudo faz parte de uma ilusão minha
Ai de mim que desse mundo
quero ficar com a felicidade e os bons desejos
e para os inimigos envio flores
Já não me importa toda a maudade
O bom existe e é isso o que importa
A força é maior se a causa é justa e sincera
Ah! Palavras sinceras como as prezo!
Cada mentira que se diz é uma estaca contra si mesmo
Víboras! Sempre se voltam ao seu criador

Mas hoje, vou falar das flores
das borboletas e tudo o que há de mais belo
De mais alegre
e mais sincero!
Meu amor é inesgotável!
Minha fúria é como o mar
Que tento converter com amor e pena
Pois fazer-se sentir pena é a pior coisa!
já nao sao versos
sao palavras jogadas de pensamentos pré-moldados

E desse mundo onírico
crio outros
tudo realidade
Meus "Pinóquios"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Feno

Enrolado ao meio de outros milhares
Que muitas vezes não passa de ilusão
vagueia entre as certeza
e se amarra, se enrosca
num sufocante abraço folgado
perdido e achado
juntado

domingo, 27 de janeiro de 2008

Sonhos

Todo mundo tem um, nao é mesmo?
O que seria de uma vida sem sonhos, bons ou ruins?
E será que um sonho realizado deixa de ser um sonho? Talvez sim. Mas o mundo lúdico traz um brilho num olhar e envolve sem querer ser envolvido.
Imagina, o quão fantástico é poder criar um mundo assim?
- E está tudo nas suas mãos!
Criar! Fugir? É, isso tudo pode ser simplismente uma fuga, de um mundo vil, um mundo com o futuro escrito nas linhas mais tortas, com páginas contadas.

Contradição

Essa cultura televisiva, da coca-cola. Não passa de uma distração, o óbvio, e quem disso não sabe?
Queria eu fazer alguma coisa, mudar uma vírgula de lugar; virgulas... eu mudo o tempo todo!
Sem acento e sem correção
A tanto a se falar e muito mais a se fazer
E tudo está nas suas mão
o momento? agora.

E isso dentro de uma mente sonhadora é combustível para utopia funcionar.
Não devemos fugir da própria natureza!

sábado, 26 de janeiro de 2008

A última declaração íntima

A cada dia que passa parece que enxergo melhor, as coisas que antes via não eram claras o suficiente, como se fosse cega.
Hoje escolho as cores que vejo nos meus dias, mesmo vendo quase todas.
Eu que procuro incansavelmente conhecer mais sobre tudo
e ver o além de um olhar... compreender as mais ínfimas palavras não ditas
talvez esse seja o meu não-viver
e que do viver eu só deseje como um sonho
e de minhas escolhas, as faço como criança
o caminho que escolhi, não é trivial, e quem disse que deve ser?