a rua me chama
anestesia galante
é luz, é brilho
sonho do sopro
da vida perdida
espremida
num comprimido
das cores
dos sentidos
s e n t i n d o
a loucura em mim
a insanidade possessa
da alma que se vai
e tudo que me aquém
já não suporto
todo o sangue
v e r m e l h o
que corre pelas veias
amargas de fel
corroem destroem
o que me resta
do dia
da vida
acabo em mim
pra fugir de ti
realidade
viva pra mim!
seja a mim!
mas não
hoje
eu quero só lembrar
de teus lábios
de tua doçura
que me impregna o devaneio
o demônio em mim que dorme
acorda no teu sorriso
breve, fica
só mais uma noite
fica só mais um dia
traz o sonho à vida
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