o que dilacera
queima
a dor aguda
é lembrada a cada respiração
a cada som
e a cada piscar dos olhos
a não vontade...
inconsequênte
incoerente
e irresponsável
é o que eu seria
será?
será que faz tanta diferença o que sou por fora?
o que tanto implica?
além disso
tem outro
o silêncio mórbido que habita o ser
como marcha fúnebre
invade qualquer outro som
destruindo sua graça
e estilhçando a compaixão
são dois caminhos
que não se andam juntos...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
hopeless
pra quê esperar o dia de amanhã?
ou lutar contra o fluxo
os músculos relaxam
é um vendaval
que embala e arranca tudo do lugar
que diferença faz? ir ou não?
Deixar-se levar ao fundo
da inexistência
do cansaço
e então não se discute mais
não se importa
não existe amanhã
ou lutar contra o fluxo
os músculos relaxam
é um vendaval
que embala e arranca tudo do lugar
que diferença faz? ir ou não?
Deixar-se levar ao fundo
da inexistência
do cansaço
e então não se discute mais
não se importa
não existe amanhã
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Parei e vi
que não tinha reparado como algum sorriso podia ser tão simples e um olhar tão curioso, tão interessado. Me acostumei a ver pessoas com cara de zumbi, mas talvez seja só preconceito, e por dentro daquele mármore que as pessoas criam, existam coisas incríveis, universos infundáveis. Mas ainda acredito nos zumbis por causa das pessoas com olhares rasos demais, superficiais demais, vidas intocáveis e só.
E também tem o olhar curioso aquele que tem um brilho. Da onde vem esse brilho? e essa beleza? Ele sempre esteve lá, eu que não reparei.
E também tem o olhar curioso aquele que tem um brilho. Da onde vem esse brilho? e essa beleza? Ele sempre esteve lá, eu que não reparei.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Chuva
ela vem tímida
sapateando desajeitada
como criança
nas primeiras sapatilhas
brincando com sons
nos meus ouvidos
suavemente
descansa
ao meu lado
mas brinca
com a ponta dos pés.
no chão
de madeira.
com o sapato
metálico.
e sapateia
hora como marcha
e cansa, escorrega,
levanta dança
brinca canta
ba lan ça
sapateando desajeitada
como criança
nas primeiras sapatilhas
brincando com sons
nos meus ouvidos
suavemente
descansa
ao meu lado
mas brinca
com a ponta dos pés.
no chão
de madeira.
com o sapato
metálico.
e sapateia
hora como marcha
e cansa, escorrega,
levanta dança
brinca canta
ba lan ça
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Situação de uma revolta que não passa
-Alô? Paulina? Alô? tá me ouvindo?
-Alô! Alô! quem é?
-É a Fátima! Você votou em quem?
-Na baratinha martinha
-Que número que é?
-xx porquê? o que você tá fazendo?
-tô votando.
A questão não é o porquê, e nem o quem são os míseros candidatos, é só um número pra acabar logo. E então como sempre se faz, tapar o sol com a peneira é sempre mais fácil, (felizmente) proibiram o uso de aparelhos eletrônicos, celulares, máquinas fotográficas e rádios na cabine de votação. Admito que é ótimo isso. Mas é resolver um problema imediato. Voto obrigatório NÃO DÁ. Muitas pessoas não sabem por que estão votando no maldito, no filho da mãe do candidato, mas vota porque tem a obrigação de votar. E o que agente faz? porra nenhuma. Sei que tem gente que pensa como eu, mas onde eles estão? façamos nossa parte e votemos nulo, mas será que isso adianta? se todos nos juntássemos, tenho certeza que daria mais certo. Não é fazer passeatinha que vai resolver alguma coisa, ninguém liga para passeatas. A polícia civil entra em greve. A que ponto chegamos? E ficamos parados sem fazer absolutamente nada. Eu fico parada escrevendo no meu blog achando que isso pode incentivar alguém. Porque resolver eu sei que não vai. Só resolve se fizermos direito. E uma revolta é do que precisamos.
Crise econômica. Maravilha é com enorme prazer que vejo tudo. O país tem 700 bilhões de dólares (que não vai ajudar em nada) pra ajudar seus "parceiros" gringos.
Não dá. Cadê as rédeas dessa situação? Porque essa piada já ficou de muito mal gosto.
-Alô! Alô! quem é?
-É a Fátima! Você votou em quem?
-Na baratinha martinha
-Que número que é?
-xx porquê? o que você tá fazendo?
-tô votando.
A questão não é o porquê, e nem o quem são os míseros candidatos, é só um número pra acabar logo. E então como sempre se faz, tapar o sol com a peneira é sempre mais fácil, (felizmente) proibiram o uso de aparelhos eletrônicos, celulares, máquinas fotográficas e rádios na cabine de votação. Admito que é ótimo isso. Mas é resolver um problema imediato. Voto obrigatório NÃO DÁ. Muitas pessoas não sabem por que estão votando no maldito, no filho da mãe do candidato, mas vota porque tem a obrigação de votar. E o que agente faz? porra nenhuma. Sei que tem gente que pensa como eu, mas onde eles estão? façamos nossa parte e votemos nulo, mas será que isso adianta? se todos nos juntássemos, tenho certeza que daria mais certo. Não é fazer passeatinha que vai resolver alguma coisa, ninguém liga para passeatas. A polícia civil entra em greve. A que ponto chegamos? E ficamos parados sem fazer absolutamente nada. Eu fico parada escrevendo no meu blog achando que isso pode incentivar alguém. Porque resolver eu sei que não vai. Só resolve se fizermos direito. E uma revolta é do que precisamos.
Crise econômica. Maravilha é com enorme prazer que vejo tudo. O país tem 700 bilhões de dólares (que não vai ajudar em nada) pra ajudar seus "parceiros" gringos.
Não dá. Cadê as rédeas dessa situação? Porque essa piada já ficou de muito mal gosto.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Arlequina
ninguém quer viver de realidade
e eu sou viciada por sonhos e ilusões
quero fazer todas as loucuras uma única verdade
uma relidade
e disso faço minha felicidade
detalhes, pequenos detalhes
que tenho certeza que ninguém notou
e minha loucura
será boa ou ruim?
mistérios e mistérios encondem-se atrás
porque só assim se pode imaginar
muito mais fácil de se apaixonar
por um sonho que por uma realidade
e eu sou viciada por sonhos e ilusões
quero fazer todas as loucuras uma única verdade
uma relidade
e disso faço minha felicidade
detalhes, pequenos detalhes
que tenho certeza que ninguém notou
e minha loucura
será boa ou ruim?
mistérios e mistérios encondem-se atrás
porque só assim se pode imaginar
muito mais fácil de se apaixonar
por um sonho que por uma realidade
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
pensamento matutino
é muito mais fácil se lamentar pelos erros do passado.
mas e quando você se dá conta que errou demais da conta?
que perdeu demais que viveu de menos
que se deixou viver de menos...
de que adianta agora? agora? justamente agora?
nada, absolutamente nada, enquanto tudo não mudar
mas foi tempo demais... não sei se consigo mudar
sempre falei de mudanças mas essa eu nunca cumpri
sinceramente, não estou gostando do rumo que as coisas estão levando
e uma raiva se apossa de mim com amargura
e uma certa decepção
mas e quando você se dá conta que errou demais da conta?
que perdeu demais que viveu de menos
que se deixou viver de menos...
de que adianta agora? agora? justamente agora?
nada, absolutamente nada, enquanto tudo não mudar
mas foi tempo demais... não sei se consigo mudar
sempre falei de mudanças mas essa eu nunca cumpri
sinceramente, não estou gostando do rumo que as coisas estão levando
e uma raiva se apossa de mim com amargura
e uma certa decepção
terça-feira, 23 de setembro de 2008
timidez
Parece que rasga a pele
os músculos rígidos dançam a melodia da ira e da aflição
a coluna se curva e a cabeça cai no colo
rígido, sólido, é um grito silencioso
que dilacera
víscera por víscera
e as palavras que saem não tem sentido
aliás têm, mas o sentido oposto do pretendido
não é maldade, não é mal-jeito
é intrínseco dentro de mim
como quando o pintinho cresce e quebra a casca do seu ovo
é o cordão umbilical que se emaranha
prende, amarra, sufoca
até que então não se respira mais
não age e foge de tudo o que convém
foge...
só assim, só assim, posso respirar de novo
ver a luz pela lasca da casca do ovo
ela arde, mas conforta.
agora pára, os músculos ainda doem
mas ao menos passou.
os músculos rígidos dançam a melodia da ira e da aflição
a coluna se curva e a cabeça cai no colo
rígido, sólido, é um grito silencioso
que dilacera
víscera por víscera
e as palavras que saem não tem sentido
aliás têm, mas o sentido oposto do pretendido
não é maldade, não é mal-jeito
é intrínseco dentro de mim
como quando o pintinho cresce e quebra a casca do seu ovo
é o cordão umbilical que se emaranha
prende, amarra, sufoca
até que então não se respira mais
não age e foge de tudo o que convém
foge...
só assim, só assim, posso respirar de novo
ver a luz pela lasca da casca do ovo
ela arde, mas conforta.
agora pára, os músculos ainda doem
mas ao menos passou.
domingo, 7 de setembro de 2008
Ipê Amarelo
Acreditava ser presente para mim,
Todas aquelas lindas flores no meu aniversário
Quanto egoismo ter exclusividade à tamanha beleza!
Triste foi ver ela morrer...
e nem flor,
ou folha.
Nada
Todas aquelas lindas flores no meu aniversário
Quanto egoismo ter exclusividade à tamanha beleza!
Triste foi ver ela morrer...
e nem flor,
ou folha.
Nada
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